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Indicação de Ricardo Ayres como relator da CPI do INSS é rejeitada pela oposição

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Indicação de Ricardo Ayres como relator da CPI do INSS é rejeitada pela oposição

Principal motivo da rejeição é o fato de que o deputado Ricardo Ayres não assinou o requerimento para a criação da CPMI.

A oposição no Congresso Nacional não aprovou a indicação de Ricardo Ayres, do Republicanos, para a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o escândalo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo fontes, a nomeação de Ayres foi a gota d’água para a oposição. O principal motivo da rejeição é o fato de que o deputado não assinou o requerimento para a criação da CPMI.

A oposição argumenta que, por não ter apoiado a instalação da comissão, Ayres não seria a pessoa indicada para conduzir a relatoria dos trabalhos. Parlamentares da oposição afirmam que, se dependesse do relator indicado, a CPMI sequer existiria. Essa posição será o principal argumento da oposição para contestar a nomeação.

A CPMI, que investigará descontos indevidos nos benefícios de aposentados, pretende ouvir nos próximos dias representantes de escritórios de contabilidade, advogados e diretores das entidades envolvidas. Repercussão nas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se em suas redes sociais, afirmando que “a CPMI do INSS já nasce com uma contradição”.

Ele destacou que nem o presidente da comissão, Omar Aziz, nem o relator, Ricardo Ayres, assinaram o requerimento de criação, o que, em sua visão, compromete a isenção da investigação. Nikolas Ferreira ainda apontou que ambos são alinhados ao governo, citando que Aziz vota com Lula em 85% das vezes e Ayres em 77,8%. Ele questionou se a apuração será séria ou “mais um teatro para blindar Lula e sua base”.

O senador Izalci Lucas, da oposição, também criticou a nomeação e reforçou que já foram protocolados mais de 300 requerimentos para a investigação. Ele afirmou que a oposição está preparada para convocar diversos atores envolvidos no escândalo, incluindo os responsáveis pelos sindicatos e instituições que realizaram os descontos.
O senador ainda se mostrou decepcionado com a forma como o Supremo Tribunal Federal determinou que aposentados assinassem um documento abrindo mão de ações judiciais para reaver os valores descontados indevidamente. Ele garantiu que a CPMI trabalhará para desvendar todo o esquema e assegurar o ressarcimento em dobro aos aposentados, além de penalizar os responsáveis.

As reuniões da CPMI devem começar na próxima quarta-feira (20), com a eleição de Omar Aziz para a presidência e o início da análise dos requerimentos. A oposição, no entanto, mantém-se cética quanto à efetividade da investigação.

Com informações do portal JP News

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