Reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, considera inflação medida pelo INPC e crescimento econômico limitado pelo arcabouço fiscal.
De acordo com informações da Agência Brasil, o salário mínimo nacional passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira, dia 1º, conforme confirmação do Ministério do Planejamento e Orçamento. O novo valor representa um reajuste de 6,79%, ou R$ 103, em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518.
O aumento foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado no cálculo anual do salário mínimo. Em novembro, o índice registrou variação de 0,03% e acumula 4,18% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Regra de reajuste do salário mínimo
A política de valorização do salário mínimo prevê dois componentes no reajuste:
- a inflação acumulada pelo INPC até novembro do ano anterior;
- e o crescimento da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Em dezembro, o IBGE revisou o crescimento do PIB de 2024 para 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal, que limita a expansão dos gastos públicos, determina que o ganho real acima da inflação fique restrito a um intervalo entre 0,6% e 2,5%.
Com a aplicação dessa regra, o valor técnico do salário mínimo para 2026 seria de R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621, conforme previsto em lei.
Impacto na economia
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia, considerando os efeitos sobre a renda dos trabalhadores, o consumo das famílias e a arrecadação pública, mesmo em um cenário de maior restrição fiscal.
O salário mínimo serve de referência para milhões de trabalhadores e também influencia benefícios previdenciários, assistenciais e outros pagamentos vinculados ao piso nacional.
Da Redação do RS NOTÍCIA




