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Câmara aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos; veja como votaram os deputados

Proposta que integra forças de segurança e amplia instrumentos de combate ao crime segue agora para análise do Senado após ampla maioria na Câmara.

Câmara aprova PEC da Segurança Pública e proposta segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4), em dois turnos, a PEC da Segurança Pública, proposta que altera a Constituição para ampliar a integração das forças de segurança e fortalecer o combate ao crime organizado no país.

No primeiro turno, a proposta recebeu 487 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor e 14 contra.

Com a aprovação na Câmara, o texto segue agora para análise do Senado Federal, onde também precisará ser aprovado em dois turnos.

Redução da maioridade penal ficou fora da PEC

O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que o trecho que previa um referendo sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos foi retirado da proposta principal.

Segundo ele, o objetivo foi evitar que o debate sobre o tema interferisse na discussão estrutural da segurança pública.

A discussão sobre a maioridade penal deverá ser tratada em um projeto separado no Congresso.

Proposta fortalece integração entre órgãos de segurança

A PEC foi enviada ao Congresso em abril de 2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a tramitação, o texto recebeu alterações no relatório do deputado Mendonça Filho, ampliando o alcance da proposta.

Entre os principais pontos da PEC estão:

  • integração entre forças de segurança da União, estados, Distrito Federal e municípios;
  • criação de mecanismos de cooperação federativa e forças-tarefa conjuntas;
  • ampliação das competências da Polícia Federal em crimes interestaduais e internacionais;
  • reorganização institucional das políticas de segurança pública.

Sistema Único de Segurança Pública passa a integrar a Constituição

A proposta também inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O sistema foi criado para integrar políticas e operações de combate ao crime organizado entre diferentes níveis de governo, buscando maior coordenação entre polícias e órgãos de segurança.

Mudanças ampliam autonomia dos estados

O texto aprovado também trouxe alterações em relação à proposta inicial elaborada pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

As mudanças incluídas pelo relator reforçam a autonomia dos estados na definição de políticas de segurança pública e estabelecem medidas voltadas ao endurecimento penal contra integrantes de facções criminosas.

Veja a lista de deputados que votaram contra a PEC

A orientação contrária à proposta partiu da federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade.

Deputados que votaram contra no 1º turno

  • Capitão Augusto (PL-SP)
  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Heloisa Helena (Rede-RJ)
  • Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Luciano Bivar (União-PE)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  • Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  • Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  • Túlio Gadêlha (Rede-PE)

Abstenção no 1º turno

  • Luizianne Lins (PT-CE)

Deputados que votaram contra no 2º turno

  • Capitão Augusto (PL-SP)
  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Heloisa Helena (Rede-RJ)
  • Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  • Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  • Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  • Túlio Gadêlha (Rede-PE)

No segundo turno, o deputado Luciano Bivar mudou o voto e passou a apoiar a proposta.

Próximos passos da PEC

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto ainda precisa ser aprovado em dois turnos no Senado.

Caso seja aprovado sem mudanças, o projeto será promulgado pelo Congresso Nacional e passará a integrar a Constituição Federal.

Da Redação do RS NOTÍCIA

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