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sábado, março 7, 2026
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STF manda PF investigar vazamento de mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Ministro André Mendonça determina abertura de investigação após conversas obtidas em quebra de sigilo serem divulgadas na imprensa; material havia sido devolvido à CPMI do INSS.

De acordo com informações divulgadas no portal Jovem Pan, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (6) que a Polícia Federal investigue o vazamento de conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A decisão atende a um pedido da defesa de Vorcaro após mensagens obtidas a partir da quebra de sigilo de seu celular passarem a circular na imprensa. O ministro determinou que a PF identifique quem tinha responsabilidade pela custódia do material sigiloso e pode ter violado o sigilo das informações.

Vazamento não estaria ligado à investigação da PF

Na decisão, Mendonça afirmou que o vazamento não tem relação com a investigação conduzida pela Polícia Federal sob supervisão do STF, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Segundo o ministro, a divulgação das conversas ocorreu após o material ser devolvido à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, responsável por investigar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.

O caso estava anteriormente sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que havia determinado que os documentos permanecessem sob custódia da presidência do Senado até serem repassados à Polícia Federal.

Investigação da CPMI e operação policial são independentes

Mendonça ressaltou que, embora tenham objetivos semelhantes, as investigações conduzidas pela CPMI e pela Operação Sem Desconto — que apura cobranças indevidas relacionadas ao INSS — são independentes e possuem fontes de prova distintas.

Ao autorizar a devolução do material à CPMI, o ministro destacou que deixou registrado que o tratamento das informações deveria respeitar rigorosamente as garantias fundamentais, especialmente a preservação da intimidade dos investigados.

Segundo ele, a quebra de sigilo não autoriza a divulgação pública dos dados obtidos.

“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento. Ao contrário, impõe à autoridade responsável a obrigação de preservar o sigilo”, afirmou o ministro na decisão.

Mensagens passaram a circular após entrega à CPMI

Na quarta-feira (4), o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, informou que a Polícia Federal havia entregado ao colegiado o material proveniente da quebra de sigilo de Vorcaro.

Horas depois, reportagens começaram a divulgar trechos de mensagens do banqueiro.

As conversas incluem diálogos com autoridades, jornalistas, empresários e pessoas próximas ao investigado, além de menções a deputados, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Entenda o caso Banco Master

A crise envolvendo o Banco Master começou após o Banco Central do Brasil identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave deterioração da liquidez da instituição.

Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial de quatro empresas do grupo:

  • Banco Master S/A
  • Banco Master de Investimentos S/A
  • Banco Letsbank S/A
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários

Posteriormente, em 21 de janeiro, o banco digital Will Bank, ligado ao grupo de Vorcaro, também teve as atividades encerradas.

Operação Compliance Zero e suspeitas de fraude

A liquidação das instituições ocorreu no mesmo dia da deflagração da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura a emissão de títulos de crédito supostamente falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com as autoridades, o Banco Master oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado.

Para sustentar os rendimentos, segundo as investigações, a instituição teria assumido riscos excessivos e estruturado operações financeiras capazes de inflar artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez da instituição se deteriorava.

Impacto no sistema financeiro

Os casos envolvendo o Banco Master e a gestora de investimentos Reag Investimentos, liquidada em janeiro, estão entre os episódios mais graves recentes do sistema financeiro brasileiro.

As investigações também geraram tensões institucionais entre o STF, o Tribunal de Contas da União, o Banco Central e a Polícia Federal.

Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Créditos iniciou o ressarcimento aos credores das instituições do grupo Master.

O valor total das garantias pagas pelo fundo pode chegar a R$ 40,6 bilhões.

Da Redação do RS NOTÍCIA

PUBLICIDA DA CÂMARA DE LARANJEIRAS MÊS DE MARÇO DE 2026

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