Após abstenções e votos contrários em matérias de colegas e da gestão municipal, vereadora vê proposta ser derrotada pelo plenário da Câmara.
Ao longo do atual mandato na Câmara Municipal de Laranjeiras, a vereadora Mônica Sobral tem adotado, em diversas oportunidades, uma postura de abstenção ou de voto contrário a projetos apresentados por colegas parlamentares e pela própria Gestão Municipal. Trata-se de um direito legítimo garantido pelo exercício do mandato e pelo princípio democrático. No entanto, chama atenção a reação da parlamentar diante da recente rejeição de um projeto de sua autoria pelo plenário da Casa Legislativa.
Os vereadores que votaram contra a proposta exerceram exatamente o mesmo direito democrático que a própria vereadora utilizou em outras votações. Afinal, quem possui liberdade para discordar também deve estar preparado para receber discordância. A democracia não pode ser vista como válida apenas quando os resultados favorecem os interesses pessoais ou políticos de alguém.
Um exemplo que ainda está na memória da população foi a votação do reajuste do piso salarial dos professores municipais. Na ocasião, todos os vereadores presentes votaram favoravelmente à matéria, reconhecendo a importância da valorização da categoria. Apenas a vereadora Mônica Sobral optou por não acompanhar o entendimento majoritário da Casa, registrando sua abstenção. Como em outras situações semelhantes, apresentou suas justificativas para a decisão tomada.
No caso do projeto recentemente rejeitado, a discussão ganha contornos ainda mais relevantes porque a proposta buscava criar, no âmbito do Poder Legislativo, um serviço que já é oferecido com eficiência pelo Poder Executivo Municipal. Trata-se do trabalho desenvolvido pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Licínia Izabel Oliveira da Silva, carinhosamente conhecido como Tia Licinha.
O CRAM de Laranjeiras tem se destacado pelo atendimento humanizado e pela ampla rede de proteção oferecida às mulheres do município. O equipamento conta com acolhimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico, além do acompanhamento necessário para mulheres em situação de violência. O trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar fortalece a autonomia feminina, contribui para o resgate da cidadania, assegura direitos e promove o acesso às políticas públicas.
Não por acaso, o serviço tem recebido reconhecimento institucional e avaliações positivas, inclusive por parte do Tribunal de Justiça de Sergipe, sendo apontado como referência em sua área de atuação. Além disso, registra significativa participação das mulheres laranjeirenses, demonstrando que a política pública já cumpre com eficiência os objetivos que o projeto pretendia alcançar.
Diante desse cenário, é natural que os parlamentares tenham questionado a necessidade de criar uma estrutura semelhante dentro da Câmara Municipal, especialmente quando já existe um serviço consolidado, reconhecido e em pleno funcionamento no município.
A rejeição de um projeto faz parte da atividade legislativa. Assim como a aprovação não representa unanimidade absoluta, a derrota de uma proposta não deve ser interpretada como perseguição ou desrespeito. O debate, a divergência e a votação são elementos essenciais da democracia. Quem tem o direito de votar contra também precisa reconhecer o direito dos demais de fazer o mesmo.
Na política, coerência é um valor indispensável. A democracia se fortalece quando todos respeitam o resultado das votações, independentemente de serem vencedores ou vencidos. Afinal, o mesmo direito de discordar que cada parlamentar possui deve ser reconhecido aos demais membros da Casa.
A Teoria do Caos Não Convence a População de Laranjeiras
Vozes e setores da oposição em Laranjeiras seguem tentando impor suas narrativas baseadas na chamada “teoria do caos” sobre a gestão municipal. No entanto, essas tentativas não encontram respaldo na maioria da população, que até reconhece a legitimidade de algumas críticas pontuais, mas também percebe que a administração iniciada por Juca de Bala promoveu e continua promovendo avanços significativos e transformações que marcaram a história recente do município.
Por mais que determinadas figuras da política local insistam em apresentar um cenário de crise permanente, a realidade vivida pela população fala mais alto. Os laranjeirenses sabem distinguir o que é crítica construtiva do que é discurso político voltado apenas ao desgaste da imagem da gestão, em prol de futuros projetos eleitoreiros. E é justamente essa consciência popular que tem impedido o sucesso dessas narrativas negativas.
Nossa gente está atenta, acompanha de perto as ações da Prefeitura e reconhece tanto os resultados alcançados quanto os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Ao mesmo tempo, entende que muitas das conquistas obtidas nos últimos anos são fruto de trabalho, planejamento e compromisso com o desenvolvimento da cidade.
As constantes tentativas de desgastar a imagem do prefeito Juca de Bala e, agora, do prefeito em exercício Luciano da Várzea, esbarram na memória e na avaliação da própria população. Afinal, alguns dos que hoje fazem críticas severas tiveram oportunidades de contribuir quando estiveram em posições de influência, mas não realizaram as mudanças que agora cobram com tanta veemência.
A população de Laranjeiras demonstra, cada vez mais, maturidade para avaliar fatos, resultados e compromissos. E é essa capacidade de discernimento que continua sendo o principal obstáculo para aqueles que apostam na política da desinformação, do pessimismo e do “quanto pior, melhor”. Por essa razão, a liderança do prefeito Juca de Bala continua recebendo avaliação positiva de grande parcela da população laranjeirense.
Quem Convence é o Resultado, Não a Narrativa
Nos dias atuais, com a expansão das redes sociais e a democratização do acesso à informação, tornou-se muito mais difícil manipular a opinião pública como acontecia em outras épocas. Embora setores do governo federal defendam uma maior regulamentação das plataformas digitais sob o argumento de combater abusos, desinformação e a atuação de supostas milícias digitais, a verdade é que a internet deu voz a milhões de brasileiros e ampliou significativamente o acesso a diferentes versões dos fatos.
Nesse cenário, é praticamente impossível convencer a maioria dos cidadãos apenas com discursos de efeito ou narrativas cuidadosamente construídas. Seja por parte dos defensores ou dos opositores de qualquer governo, o eleitor de hoje dispõe de mais ferramentas para comparar informações, confrontar versões e formar seu próprio julgamento.
O tempo em que alguns poucos grupos controlavam quase completamente o fluxo da informação ficou para trás. A população está mais conectada, mais informada e mais crítica. Isso não significa que todos tenham a mesma opinião, mas sim que as pessoas possuem mais condições de avaliar por conta própria o desempenho de uma gestão pública.
O povo sabe que não existe administração perfeita. Toda gestão tem acertos, erros, limitações e desafios. O que diferencia uma administração da outra é a capacidade de entregar resultados, executar obras, ampliar serviços públicos e melhorar a qualidade de vida da população. Mesmo os governos mais bem avaliados deixam demandas sem atender e problemas sem resolver.
É justamente nesse contexto que surgem as críticas. Algumas são legítimas, necessárias e contribuem para o aperfeiçoamento da gestão pública. Outras, porém, são movidas exclusivamente por interesses políticos, disputas eleitorais ou tentativas de desgaste da imagem de adversários. A diferença entre uma crítica construtiva e uma crítica destrutiva nem sempre está no conteúdo, mas muitas vezes na intenção de quem a faz.
E é exatamente aí que entra a sabedoria popular. A população pode até discordar de determinadas ações de um governo, mas geralmente consegue identificar quando uma crítica busca melhorar a realidade e quando ela tem apenas o objetivo de criar desgaste político. No fim das contas, o julgamento mais importante não acontece nas redes sociais, nos grupos políticos ou nos discursos de ocasião. Ele acontece nas ruas, no dia a dia das pessoas e, principalmente, nas urnas.
Nas Redes Sociais e na Política, Ninguém Fala Sozinho
Nas redes sociais e na política, ninguém fala sozinho. Quem decide se posicionar publicamente, seja para elogiar ou criticar políticos, governos, lideranças ou grupos políticos, deve estar preparado para receber respostas, avaliações e contrapontos. Essa é uma das características da democracia e também da era digital, onde a informação circula rapidamente e as opiniões são constantemente confrontadas.
O tempo em que determinados setores falavam sem ser questionados ficou para trás. Hoje, qualquer posicionamento público está sujeito ao escrutínio da população. Alguns recebem mais apoio, outros mais críticas, mas dificilmente passam despercebidos. E isso vale para governistas, oposicionistas, lideranças políticas, comunicadores e cidadãos comuns.
Ninguém é dono da verdade absoluta. Na política, assim como na vida, existem diferentes visões sobre os mesmos fatos. O debate democrático pressupõe justamente a convivência dessas divergências. O que não se pode admitir é a tentativa de transformar opiniões pessoais em sentenças definitivas ou utilizar as redes sociais como tribunais para condenar pessoas sem direito ao contraditório.
Infelizmente, ainda existem aqueles que acreditam ser os únicos detentores da razão. Adotam uma postura de superioridade, tratam opiniões divergentes como se fossem ilegítimas e imaginam que suas avaliações representam o pensamento de toda a sociedade. Nada poderia estar mais distante da realidade.
A população está cada vez mais informada, conectada e consciente. O cidadão acompanha os acontecimentos, compara informações, analisa argumentos e tira suas próprias conclusões. Por isso, discursos exagerados, narrativas fabricadas ou ataques sistemáticos encontram cada vez mais resistência junto à opinião pública.
Na política, as redes sociais ampliaram a voz de todos, não apenas de alguns. Isso significa que toda opinião tem o direito de ser expressa, mas também estará sujeita ao contraditório. Em uma sociedade verdadeiramente democrática, o debate fortalece as instituições, a divergência amplia a reflexão e o respeito às opiniões diferentes permanece como um dos pilares fundamentais da convivência civilizada.
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Reginaldo Santos
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