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terça-feira, março 10, 2026
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Alessandro Vieira protocola CPI que mira Moraes e Toffoli no caso Banco Master

Senador sergipano reúne 35 assinaturas no Senado para apurar supostos vínculos entre ministros do STF e o dono do Banco Master e possíveis influências no Judiciário.

De acordo com informações divulgadas no portal Jovem Pan, Senador Alessandro Vieira protocola pedido de CPI no Senado para investigar possíveis relações de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Alessandro Vieira lidera pedido de CPI sobre caso Banco Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) no Senado Federal um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A proposta apresentada pelo parlamentar também prevê a apuração de eventuais influências dessas ligações no trabalho dos magistrados da Suprema Corte.

Segundo Vieira, as revelações envolvendo o caso Banco Master levantaram questionamentos graves que precisam ser esclarecidos pelo Congresso Nacional.

“O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre a conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Legislativo”, afirmou o senador.

Suspeitas citadas no requerimento

No documento apresentado ao Senado, Alessandro Vieira menciona possíveis conexões entre empresas ligadas aos ministros e estruturas relacionadas ao Banco Master.

Entre os pontos citados está a ligação da Maridt Participações, empresa da família de Dias Toffoli, com o Tayayá Resort, empreendimento associado ao Banco Master.

O requerimento também menciona um contrato firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a instituição financeira comandada por Vorcaro.

Outro elemento citado no pedido são mensagens enviadas pelo banqueiro à namorada nas quais ele relata ter se encontrado com Moraes.

Apoio de 35 senadores

Para protocolar uma CPI no Senado são necessárias 27 assinaturas, número mínimo estabelecido pelo regimento da Casa. O requerimento apresentado por Alessandro Vieira reuniu 35 assinaturas, superando o mínimo exigido.

A maior parte dos apoiadores é composta por parlamentares da oposição ou independentes, com pouca adesão de senadores da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Agora, para que a comissão seja efetivamente instalada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa realizar a leitura do requerimento em plenário e indicar um senador para presidir os trabalhos da CPI.

Lista de senadores que assinaram o pedido

O requerimento recebeu apoio de 35 parlamentares:

  • Alan Rick (Republicanos-AC);
  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
  • Carlos Portinho (PL-RJ);
  • Carlos Viana (Podemos-MG)
  • Cleitinho (Republicanos-MG);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Dr. Hiran (PP-RR);
  • Eduardo Girão (Novo-CE);
  • Efraim Filho (União-PB);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Flávio Arns (PSB-PR);
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
  • Izalci Lucas (PL-DF);
  • Jaime Bagattoli (PL-RO);
  • Jorge Kajuru (PSB-GO);
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS);
  • Magno Malta (PL-ES);
  • Mara Gabrilli (PSD-SP);
  • Marcio Bittar (PL-AC);
  • Marcos do Val (Podemos-ES);
  • Marcos Rogério (PL-RO);
  • Margareth Buzetti (PP-MT);
  • Nelsinho Trad (PSD-MS);
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
  • Plínio Valério (PSDB-AM);
  • Rogério Marinho (PL-RN);
  • Sergio Moro (União Brasil-PR);
  • Styvenson Valentim (PSDB-RN);
  • Tereza Cristina (PP-MS);
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
  • Wellington Fagundes (PL-MT);
  • Wilder Morais (PL-GO).

A reportagem procurou o gabinete dos ministros por meio da assessoria do STF, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

Entenda o caso Banco Master

O Banco Master entrou no centro de investigações após o Banco Central identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. Em 18 de novembro, a autoridade monetária determinou a liquidação extrajudicial de quatro instituições do grupo: Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Posteriormente, em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Daniel Vorcaro, também teve o encerramento determinado.

As investigações foram acompanhadas da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo a apuração, o Banco Master oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média de mercado. Para sustentar essa prática, a instituição teria assumido riscos excessivos e estruturado operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro enquanto sua liquidez se deteriorava.

Diante da possibilidade de fuga, o banqueiro Daniel Vorcaro chegou a ser preso preventivamente e posteriormente liberado com tornozeleira eletrônica. Ele voltou a ser detido novamente na quarta-feira (4).

Os casos envolvendo o Banco Master e a gestora de investimentos Reag, liquidada em janeiro, são considerados alguns dos episódios mais graves recentes do sistema financeiro brasileiro.

Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores das instituições ligadas ao grupo. O valor total das garantias chega a R$ 40,6 bilhões.

Da Redação do RS NOTÍCIA

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