Defesa afirma que o ex-presidente não teria condições físicas de ir para presídio comum e solicita prisão domiciliar por “caráter humanitário”.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta sexta-feira (21), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a pena de 27 anos e três meses seja cumprida em prisão domiciliar. Segundo os advogados, Bolsonaro estaria com a saúde “profundamente debilitada”, o que impossibilitaria sua transferência para um presídio comum e colocaria sua vida em risco.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Jovem Pan, o documento cita que Bolsonaro sofre de câncer de pele, além de infecções pulmonares, esofagite, gastrite e complicações resultantes da facada de 2018, que exigiriam tratamento medicamentoso contínuo. A defesa também menciona episódios frequentes de crises de soluço, que já teriam provocado desmaio e falta de ar.
O pedido argumenta ainda que a Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, apresenta condições “precárias”, com base em relatório da Defensoria Pública do DF divulgado em 6 de novembro. O texto afirma que a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) teria solicitado uma avaliação médica prévia em caso de eventual transferência de Bolsonaro para o presídio.
Os advogados classificam a solicitação de prisão domiciliar como uma medida de “caráter humanitário” e informam que pretendem recorrer da condenação por meio de embargos infringentes no STF.
Da Redação do RS NOTÍCIA



