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Fafen de Sergipe opera 24h, envia 60 caminhões por dia e reforça produção nacional de fertilizantes

Retomada da produção das Fafens fortalece indústria nacional e reduz dependência de fertilizantes importados.

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Laranjeiras (SE), já opera em regime contínuo e despacha cerca de 60 caminhões de ureia por dia para estados como Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia. A unidade funciona 24 horas por dia, em sistema de turnos, após retomar as atividades depois de quase dois anos parada.

Segundo a Petrobras, a planta de Sergipe produz, em média, 2.500 toneladas diárias de ureia, enquanto a unidade de Camaçari (BA) entrega cerca de 1.500 toneladas. Juntas, operam com aproximadamente 90% da capacidade e atendem cerca de 12% da demanda nacional.

Produção nacional ganha força em meio à dependência externa

O Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano, mas ainda depende de importações para aproximadamente 88% desse volume. Parte significativa vem do Oriente Médio, região impactada por conflitos recentes, o que aumenta a instabilidade no abastecimento.

Com a retomada das fábricas do Nordeste, a Petrobras busca reduzir essa dependência e ampliar a oferta interna. A estratégia inclui reconquistar clientes e expandir a presença no mercado nacional.

Nova estratégia da Petrobras impulsiona setor de fertilizantes

A FAFEN Sergipe foi inaugurada em 1982, no município de Laranjeiras, com o objetivo de produzir insumos estratégicos para o setor agrícola, como ureia, amônia e gás carbônico Foto: Unigel/Reprodução

A reativação das unidades marca uma mudança na política da Petrobras, que havia reduzido investimentos no setor em 2018. Agora, a estatal retoma a produção como parte de um plano estratégico para fortalecer a indústria nacional.

A expectativa é ampliar a participação da produção interna para cerca de 20% com a entrada da Araucária Nitrogenados (PR) e alcançar até 35% nos próximos anos, com a conclusão de uma nova planta em Três Lagoas (MS).

Impacto econômico e geração de empregos

A retomada das operações já gera cerca de 1.350 empregos diretos e mais de 4 mil indiretos, movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo transporte, manutenção e distribuição.

Além disso, a produção local reduz a exposição às oscilações do mercado internacional e garante maior segurança para o agronegócio, principal consumidor de fertilizantes no país.

Produção fortalece economia e setor agrícola

Com capacidade de até 1.800 toneladas diárias em Sergipe, a Fafen também produz amônia e ARLA 32, utilizado na redução de emissões de veículos a diesel.

Especialistas apontam que a retomada ocorre em um momento estratégico, diante da alta nos preços globais de gás e fertilizantes. O aumento da produção nacional contribui para estabilizar o abastecimento e reduzir riscos externos.

Retomada reforça polo de fertilizantes em Sergipe

A reativação da unidade fortalece o polo industrial no estado, que inclui a mina de potássio de Taquari-Vassouras e diversas misturadoras na região.

Além do impacto industrial, a operação movimenta serviços locais e aumenta a arrecadação, consolidando um ciclo positivo para a economia sergipana.

Conclusão

A retomada da Fafen de Sergipe marca um avanço estratégico para o Brasil, ao reduzir a dependência externa e reforçar a segurança no fornecimento de fertilizantes.

Com produção em alta e novos investimentos previstos, o país busca recuperar espaço no setor e garantir maior estabilidade para o agronegócio.

Da Redação do RS NOTÍCIA

*Com informações do portal SÓ SERGIPE

PUBLICIDA DA CÂMARA DE LARANJEIRAS MÊS DE MARÇO DE 2026

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