Resultados recentes e condução do elenco colocam treinador sob questionamento; diretoria avalia cenário no Ninho do Urubu
O técnico Filipe Luís deixou de ser unanimidade no Flamengo. Internamente, dois pontos concentram as críticas: desempenho esportivo e gestão do grupo. A pressão aumentou após a derrota na Recopa Sul-Americana para o Lanús.
Desde dezembro, a relação do treinador com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é descrita como estritamente profissional. O mandatário não teria aprovado a postura do comandante durante as negociações de renovação contratual no fim do ano passado.
Atualmente, o principal interlocutor entre as partes é o diretor José Boto, que mantém diálogo mais próximo com o treinador e atua como ponte com a presidência. Entre jogadores, porém, há relatos de insatisfação com métodos e decisões.
Leonardo Jardim é visto como prioridade
Caso a diretoria opte pela demissão, o nome no topo da lista é o do português Leonardo Jardim. O treinador, que comandou o Cruzeiro em 2025, é bem avaliado internamente.
O Flamengo chegou a consultar Jardim durante o impasse sobre a extensão do contrato de Filipe Luís. À época, o português se mostrou aberto ao diálogo, mas o clube optou por renovar com o ex-lateral e interrompeu as tratativas.
Contrato até 2027 e multa rescisória
Filipe Luís renovou por dois anos, com vínculo até o fim de 2027. Em eventual desligamento, o clube terá de arcar com multa rescisória, além do impacto de um salário considerado elevado nos bastidores.
Como a crise começou
A instabilidade teve início ainda no Campeonato Carioca. O desempenho abaixo do esperado do sub-20 forçou o retorno antecipado do elenco principal. Mesmo assim, os resultados não evoluíram: derrota na Supercopa Rei, risco de eliminação no estadual e perda da Recopa ampliaram a pressão sobre a comissão técnica.
O cenário coloca o Flamengo diante de uma decisão estratégica: manter o projeto até 2027 ou promover uma mudança imediata para conter a crise esportiva.
Da Redação do RS NOTÍCIA
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