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OPINIÃO: Respondendo às críticas da vereadora Mônica Sobral com firmeza, mas sem ofensas

Entre críticas, contradições e incoerências: quando o discurso político perde força diante dos próprios atos e da falta de consistência na prática pública.

ATAQUES PESSOAIS NÃO SUBSTITUEM ARGUMENTOS

Parece que a vereadora de oposição ao governo municipal se incomodou com os comentários que publiquei na edição anterior desta página. Ao respondê-los, optou por ataques pessoais, utilizando expressões que não se aplicam a mim, como “desocupado que escreve molecagem em blog”. Esse tipo de tentativa de desqualificação não me intimida e não me atinge. — ao contrário, revela fragilidade no debate.

COMPROMISSO COM RESPONSABILIDADE E COERÊNCIA

Tenho responsabilidade com aquilo que informo, repercuto e, principalmente, com o que opino. Procuro agir sempre com equilíbrio e sensatez. Ao longo da minha trajetória, nunca ocupei função sem entregar o serviço para o qual fui remunerado — pelo contrário, costumo ir além do que é exigido. Minha consciência está tranquila.

SOBRE PRERROGATIVAS E CREDIBILIDADE DA INFORMAÇÃO

Quanto à alegação de inviolabilidade parlamentar e preservação de fontes, em nenhum momento questionei tais prerrogativas. Inclusive, quem atua com informação sabe o quanto esses princípios são essenciais e frequentemente utilizados.

O que afirmei foi que uma crítica perde força e credibilidade quando se baseia apenas em “ouvi dizer” ou “me ligaram”. Nesse sentido, reconheço que, após minha crítica, no momento em que estava me respondendo, a vereadora apresentou demandas melhor fundamentadas, mesmo preservando suas fontes — o que demonstra que compreendeu o ponto levantado.

Não há desinformação — há divergência. Não houve, nem há, qualquer desinformação em minha crítica, vereadora.

TRIBUNA NÃO É TRIBUNAL: LIMITES ENTRE REPRESENTAÇÃO E JULGAMENTO. O PAPEL DO VEREADOR NA TRIBUNA: É REPRESENTAR, NÃO JULGAR.

A vereadora, ao ocupar a tribuna, frequentemente adota uma postura incompatível com o papel que exerce — age como se estivesse em um tribunal, como se fosse magistrada e dona absoluta da verdade.

Transforma o espaço de debate em palco de julgamento, como se lhe coubesse dar veredictos, e não dialogar.

Mas é preciso colocar as coisas no devido lugar, vereadora: a tribuna não é púlpito de autoridade individual, nem espaço para imposições.

Ali, a senhora está como representante do povo, com a obrigação de respeitar a pluralidade e conviver com o contraditório. O Parlamento não é monólogo. A senhora é uma entre 11 vozes — e não acima delas.

CRÍTICA POLÍTICA NÃO É ATAQUE PESSOAL

O que se observa é uma dificuldade em lidar com contrapontos. A parlamentar exerce, de forma constante, críticas duras ao gestor municipal, muitas vezes sem o devido respeito, o que transmite mais a ideia de antagonismo pessoal, e às vezes, uma espécie de ódio, do que de divergência política. Há uma diferença clara entre adversário e inimigo — e essa distinção precisa ser respeitada.

O PASSADO POLÍTICO EXIGE COERÊNCIA

E aqui entra um ponto que não pode ser omitido: a própria vereadora Mônica Sobral foi secretária do então prefeito Juca durante quatro anos, entre 2013 e 2016. Seu irmão, Alexandre Sobral, também integrou a mesma gestão nesse período.
Ou seja, ambos fizeram parte direta da administração que hoje ela critica com tanta veemência.

Mais do que isso: caso o grupo político tivesse vencido as eleições de 2016, é razoável supor que essa relação administrativa teria continuado. Esse histórico exige, no mínimo, coerência e responsabilidade no discurso.

Não é razoável — nem politicamente sério — transformar em inimigo alguém com quem se trabalhou lado a lado por anos.

RESPONSABILIDADE SOBRE A IGUÁ SERGIPE

Na sessão legislativa da última terça-feira (24), ficou evidente o esforço da vereadora em tentar atribuir ao prefeito a responsabilidade por falhas da Iguá Sergipe em Laranjeiras. No entanto, essa narrativa não se sustenta.

A responsabilidade pela prestação do serviço é da própria empresa.

A regulação e fiscalização cabem aos órgãos estaduais competentes, enquanto ao município, Executivo e Legislativo, cabe cobrar e acompanhar exigindo soluções — o que tem sido feito.

INCOERÊNCIA NO DISCURSO

Por fim, chama atenção a incoerência no discurso. A vereadora critica reiteradamente o fato de o prefeito ser, em algumas ocasiões, representado por assessores. No entanto, na reunião mais recente com a própria Iguá, o prefeito esteve presente e conduziu os trabalhos — enquanto ela não compareceu, adotando exatamente a prática que costuma criticar, sendo representada por sua assessoria.

Não há problema algum em ser representado por assessores. O problema está em condenar no outro aquilo que também pratica.

CONCLUSÃO

Coerência não é um detalhe — é condição básica para quem ocupa a vida pública.

PUBLICIDA DA CÂMARA DE LARANJEIRAS MÊS DE MARÇO DE 2026

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