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Investigadores avaliam delação de Daniel Vorcaro como seletiva e insuficiente

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Investigadores avaliam delação de Daniel Vorcaro como seletiva e insuficiente

Apuração aponta que banqueiro teria omitido informações sobre aliados políticos e autoridades citadas no caso Master.

De acordo com informações divulgadas pelos jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura de O Globo, a proposta de delação apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no chamado caso Master, passou a ser vista com desconfiança por investigadores da Polícia Federal e integrantes da apuração. Segundo fontes ligadas ao caso, o material entregue pela defesa é considerado “seletivo, insuficiente e estratégico”, além de supostamente poupar aliados políticos e autoridades com influência nos bastidores.
De acordo com investigadores, a colaboração apresentada por Vorcaro estaria longe de atender aos requisitos esperados em um acordo de delação premiada.

⚠️ Investigadores apontam omissões na delação

Entre os pontos que mais chamaram atenção da equipe responsável pela investigação está a ausência de detalhes envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em investigação sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
📌 Segundo relatos da apuração, Vorcaro teria deixado de mencionar informações consideradas centrais, incluindo supostos pagamentos mensais de até R$ 500 mil atribuídos ao parlamentar em troca de apoio a interesses do banco no Congresso Nacional.
Internamente, investigadores chegaram a apelidar o trecho relacionado ao senador de:

🗣️ “A beatificação de Ciro”

🏛️ Relações políticas e jurídicas seguem sob análise

A investigação também aponta que o material entregue não aprofunda possíveis conexões políticas e jurídicas envolvendo personagens considerados estratégicos no caso.
Entre os nomes citados nos bastidores da apuração estariam:
  • ⚖️ Alexandre de Moraes, ministro do STF
  • ⚖️ Jhonatan de Jesus, ministro do TCU
Os investigadores avaliam que o conteúdo apresentado se aproxima mais de uma estratégia de defesa do que de uma colaboração efetiva.
📢 “Para fechar um acordo, ele terá que falar muito mais”, afirmou uma fonte ligada às negociações.

📱 Mensagens e bastidores da investigação

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Vorcaro teria mantido contato com autoridades em momentos considerados sensíveis da investigação.
Em uma das conversas reveladas, o banqueiro questiona:

💬 “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”

A troca de mensagens teria ocorrido horas antes de sua prisão pela Polícia Federal, em novembro do ano passado, no aeroporto internacional de Guarulhos.

💰 Contrato milionário chama atenção

Outro ponto investigado envolve um contrato firmado entre Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a apuração, o acordo previa pagamentos de:

💵 R$ 3,6 milhões mensais durante três anos

A contratação teria como objetivo atuar junto a órgãos como:
  • Banco Central
  • Receita Federal
  • Cade
  • Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional
Até o momento, segundo investigadores, não há detalhamento conhecido sobre a efetiva atuação relacionada ao contrato.

🚨 Delação ainda pode mudar

Apesar da pressão, investigadores acreditam que Vorcaro ainda pode ampliar sua colaboração nos próximos passos das negociações.
Nos bastidores, a avaliação é que o banqueiro tenta preservar canais de influência e construir alternativas para evitar um agravamento da situação judicial.
Da Redação do RS NOTÍCIA

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