André Moura apoia fim da escala 6×1, mas defende proteção aos empregos e pequenos negócios
7
Pré-candidato ao Senado afirma que trabalhadores merecem mais qualidade de vida, mas defende diálogo para evitar prejuízos a pequenos empresários e à geração de empregos.
O presidente estadual do União Brasil em Sergipe e pré-candidato ao Senado, André Moura, manifestou apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, mas destacou que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ocorrer com responsabilidade, planejamento e diálogo para evitar prejuízos à geração de empregos e aos pequenos empreendedores.
A discussão ganhou força após a aprovação, na Câmara dos Deputados, da proposta que prevê o fim da jornada 6×1. O tema deverá avançar nas próximas etapas de tramitação e vem provocando debates em todo o país sobre os impactos para trabalhadores e empregadores.
Para André Moura, a discussão não deve ser encarada sob uma ótica ideológica, mas sim como uma pauta voltada à qualidade de vida da população.
“Quem trabalha seis dias por semana merece descanso. Isso não é pauta de esquerda nem de direita. É uma questão de dignidade”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, milhões de brasileiros enfrentam diariamente jornadas extensas de trabalho, longos deslocamentos e pouco tempo para o convívio familiar, lazer e cuidados pessoais.
“O trabalhador brasileiro que acorda cedo, enfrenta ônibus lotado na cidade ou passa o dia sob o sol no campo merece ter mais tempo para viver a própria vida, conviver com a família e cuidar de si”, declarou.
Atenção aos pequenos empreendedores
Embora apoie a redução da jornada de trabalho, André Moura alertou que as mudanças precisam considerar a realidade dos pequenos negócios, responsáveis por grande parte dos empregos formais no Brasil.
De acordo com ele, uma alteração na legislação não pode comprometer a sobrevivência de empresas de pequeno porte, como padarias, restaurantes familiares, mercadinhos e lojas que operam com equipes reduzidas.
“Precisamos encontrar uma solução sem destruir o pequeno empresário, sem fechar a padaria do bairro, o restaurante familiar ou a pequena loja que emprega cinco, oito ou dez pessoas. A solução existe e passa pelo diálogo”, afirmou.
Para André, o caminho passa pela construção de um consenso que contemple tanto os direitos dos trabalhadores quanto a sustentabilidade das empresas.
“Precisamos cuidar de quem tem carteira assinada e também de quem assina a carteira. O Brasil não precisa escolher um dos dois. Precisa dos dois”, concluiu.
O debate sobre o fim da escala 6×1 deve continuar mobilizando setores econômicos, representantes dos trabalhadores e parlamentares, em uma discussão que envolve produtividade, qualidade de vida e preservação dos empregos.