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Flávio lidera em três pesquisas; Datafolha aponta empate e reacende comparação com o 1º turno
Gerp, Futura e Veritá mostram vantagem numérica do candidato do PL; comparação com as urnas revela quais levantamentos se aproximaram do resultado anterior.
As novas pesquisas para presidente da República apresentam diferenças na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Enquanto Gerp, Futura e Veritá colocam o senador numericamente à frente, o Datafolha divulgado nesta quinta-feira, 22 de outubro, registra 50% dos votos válidos para cada candidato.
O contraste retoma uma discussão relevante nesta reta final: como os institutos se saíram no primeiro turno e o que esse desempenho permite concluir sobre os números atuais?
Nos levantamentos divulgados em 21 e 22 de outubro, os resultados em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, são:
Instituto
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Divulgação
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Flávio Bolsonaro
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Lula
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Gerp
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21/10
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53%
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47%
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Futura
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21/10
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51,1%
|
48,9%
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Veritá
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21/10
|
50,7%
|
49,3%
|
Datafolha
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22/10
|
50%
|
50%
|
O Gerp apresenta a maior distância, de seis pontos percentuais. Futura e Veritá mostram vantagem numérica de Flávio, mas também registram empate técnico, considerando suas margens de erro. No Datafolha, o empate é numérico nos percentuais publicados.
O que aconteceu no primeiro turno
A comparação com a votação de 4 de outubro mostra que Gerp, Futura e Veritá indicaram corretamente Flávio à frente de Lula. O resultado registrado pelo TSE foi de 47,03% para o candidato do PL e 45,16% para o petista, uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Na rodada final antes da votação, o Gerp publicou 46% para Flávio e 44% para Lula. A Futura apresentou 44,8% a 42,6%, respectivamente. Já os números divulgados pelo Veritá foram 47% a 45%, próximos dos percentuais alcançados pelos dois candidatos nas urnas. Os três apontaram a ordem correta dos primeiros colocados, embora isso não signifique precisão idêntica em todos os percentuais.
O Datafolha de 3 de outubro, por sua vez, mostrou Lula com 45% e Flávio com 42% dos votos válidos. A vantagem numérica de três pontos para o petista não se confirmou. O instituto subestimou o percentual de Flávio em 5,03 pontos, enquanto o índice de Lula ficou próximo do resultado oficial. A distância entre os candidatos passou de três pontos favoráveis a Lula na pesquisa para 1,87 ponto favorável a Flávio nas urnas.
Datas e metodologias também precisam entrar na comparação
Apesar da proximidade das divulgações, os quatro levantamentos atuais não foram realizados exatamente nos mesmos dias. O Veritá entrevistou 15.554 pessoas entre 15 e 19 de outubro, com margem de um ponto; a Futura ouviu 2.000 eleitores em 19 e 20 de outubro, com margem de 2,2 pontos.
O Gerp realizou 2.400 entrevistas telefônicas entre 19 e 21 de outubro, com margem informada de dois pontos. O Datafolha ouviu presencialmente 2.520 pessoas entre 20 e 22 de outubro, com margem de dois pontos. Os registros no TSE são, respectivamente, BR-06396/2026, BR-06614/2026, BR-03835/2026 e BR-09709/2026.
No Datafolha, Flávio manteve 47% dos votos totais, enquanto Lula oscilou de 45% para 46%. Nos válidos, o placar passou de 51% a 49% para 50% a 50%. As oscilações estão dentro da margem de erro. O cálculo dos votos válidos utiliza a base original da pesquisa; refazê-lo apenas com percentuais totais já arredondados pode produzir diferenças.
O desempenho no primeiro turno oferece, portanto, um motivo concreto para examinar criticamente as estimativas do Datafolha e observar os institutos que identificaram a vantagem de Flávio. Entretanto, um acerto anterior não garante outro, assim como divergências entre pesquisas não comprovam manipulação ou favorecimento político. A confirmação de qual levantamento se aproximou mais do segundo turno dependerá do resultado das urnas.
A comparação também se justifica pelo histórico do Datafolha: nos primeiros turnos de 2018 e 2022, o instituto subestimou a votação de Jair Bolsonaro, embora tenha acertado a ordem dos candidatos. Em 2026, a vantagem numérica atribuída a Lula no primeiro turno não se confirmou, e Flávio terminou à frente. A repetição dessas diferenças alimenta questionamentos entre eleitores da direita e reforça a importância de confrontar os levantamentos com o desempenho anterior dos institutos — sem presumir que o mesmo ocorrerá no segundo turno.
Da Redação do RS NOTÍCIA


