Patrocinador
quarta-feira, fevereiro 25, 2026
Patrocinador
InícioLaranjeirasMônica Sobral emite resposta à Nota de Esclarecimento da Câmara de Laranjeiras

Mônica Sobral emite resposta à Nota de Esclarecimento da Câmara de Laranjeiras

Parlamentar alega ausência de planejamento, contesta informações sobre melhorias estruturais e cita laudo técnico que aponta condições insalubres no prédio do Legislativo.

No dia 23 de janeiro deste ano, o RS NOTÍCIA publicou uma nota de esclarecimento da Câmara Municipal de Laranjeiras rebatendo denúncias apresentadas pela vereadora Mônica Sobral acerca de medidas administrativas adotadas pela direção da Casa.

Após a publicação, a assessoria da parlamentar entrou em contato com a redação solicitando direito de resposta, a fim de que sua versão dos fatos também fosse tornada pública no portal.

Em conformidade com os princípios do contraditório, da ampla divulgação das informações e do bom exercício do jornalismo, o RS NOTÍCIA abre espaço para a publicação da íntegra da réplica encaminhada pela vereadora.

O texto a seguir reproduz integralmente a versão apresentada pela vereadora Mônica Sobral, encaminhada à redação como direito de resposta. O conteúdo reflete exclusivamente o posicionamento da parlamentar, não se tratando de apuração, análise ou endosso editorial do RS NOTÍCIA.

RÉPLICA DA VEREADORA MÔNICA SAOBRL À NOTA DE ESCLARECIMENTO DA CÂMARA DE LARANJEIRAS:

Em atenção à nota divulgada pela Câmara Municipal de Laranjeiras, a Vereadora Mônica Macêdo Sobral Maciel Silva vem a público restabelecer a verdade dos fatos, diante de informações que não correspondem à realidade vivenciada no cotidiano do Legislativo.

Inicialmente, quanto ao recolhimento de equipamentos, não se discute a legitimidade de manutenções preventivas. O ponto levantado foi a ausência de comunicação prévia e planejamento mínimo, o que compromete o regular desempenho das atividades parlamentares. A questão, portanto, não é técnica, mas administrativa: transparência e respeito institucional.

No tocante às alegadas melhorias estruturais, causa estranheza a afirmação de que teria havido substituição de aparelho de ar-condicionado no gabinete da vereadora, fato que simplesmente não ocorreu. O equipamento permanece o mesmo, antigo e com funcionamento precário, inexistindo qualquer troca ou modernização. Trata-se de informação objetivamente inverídica, facilmente verificável in loco.

Registre-se, ainda, que há notícias de que a Câmara teria, inclusive, adquirido aparelhos de ar-condicionado novos. Todavia, não há qualquer transparência quanto à destinação desses equipamentos, tampouco informação objetiva acerca dos locais em que teriam sido instalados. Diante dessa ausência de clareza, foi protocolado memorando interno junto à Presidência solicitando formalmente a relação dos aparelhos adquiridos, respectivos empenhos, pagamentos e a indicação precisa dos ambientes contemplados, justamente para que se possa conferir a correspondência entre a despesa pública realizada e a efetiva melhoria das condições de trabalho.

Mais grave, contudo, é a tentativa de minimizar as condições do prédio sob o argumento de tratar-se de imóvel histórico. A preservação arquitetônica não afasta o dever constitucional de garantir ambiente de trabalho seguro, saudável e digno, nos termos dos princípios da eficiência administrativa, da saúde ocupacional e da dignidade do servidor público.

E aqui os fatos falam por si.

Conforme Relatório Técnico elaborado em 2025, pelo Técnico em Segurança do Trabalho contratado pela própria Câmara, Elmo Soares Dos Santos – CFT: 58881239515-SE/946414-SE, resultante de vistoria especializada nas dependências da Câmara, constatou-se que o prédio apresenta condições ambientais inadequadas e até mesmo insalubres, com registro de:

  • Presença de fezes e urina de pombos e morcegos em forros, telhados, salas e corredores;
  • Risco de doenças como histoplasmose, criptococose, toxoplasmose e leptospirose;
  • Infiltrações, vazamentos e umidade excessiva;
  • Proliferação significativa de mofo e fungos nas paredes e tetos;
  • Deficiência de ventilação e iluminação natural;
  • Enquadramento dos riscos na NR-15 – Atividades e Operações Insalubres, Anexo 14 – Agentes Biológicos.

Tais conclusões constam expressamente no laudo técnico, o qual atesta, de forma categórica, que as condições atuais do prédio representam riscos ambientais biológicos e condições de trabalho insalubres, recomendando medidas urgentes de desinfecção, vedação, remediação de mofo, correção estrutural e manutenção periódica.

Importa salientar, ainda, que não se pode alegar ausência de recursos financeiros para justificar a permanência dessas irregularidades. Há clara disponibilidade orçamentária para a realização das intervenções necessárias. Prova disso é que a Câmara firmou, em 2025, contrato de reforma predial no valor aproximado de R$ 320.000,00 com a empresa Capital Empreendimentos e Serviços LTDA, tendo sido executados, contudo, apenas cerca de R$ 19.480,00 em serviços. Surge, portanto, questionamento inevitável: por que a verba autorizada não foi utilizada para promover as melhorias estruturais urgentes? Se há sobras orçamentárias frequentes, a ponto de o Legislativo devolver recursos ao Executivo, qual a razão para manter servidores e cidadãos em ambiente sabidamente insalubre? A antiguidade do prédio não pode servir de justificativa para a omissão administrativa.

Portanto, a própria documentação técnica comprova que não se trata de situação pontual ou restrita a um gabinete, mas de problema estrutural generalizado, que atinge todos os servidores, parlamentares e cidadãos que frequentam a Casa Legislativa.

A tentativa de reduzir o debate a “pequenas reformas” ou “intervenções pontuais” não enfrenta o cerne da questão: não se pode normalizar ambiente com agentes biológicos, infiltrações e mofo como condição aceitável de trabalho no serviço público.

A atuação da vereadora jamais teve viés individual. Trata-se de exercício legítimo do dever de fiscalização e de defesa de condições mínimas de saúde e segurança para todos que atuam no Legislativo Municipal.

Fiscalizar não é atacar. Apontar problemas não é politizar. O que se busca é respeito à verdade e soluções concretas.

A vereadora reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade administrativa e a melhoria efetiva da estrutura da Câmara, esperando que, ao invés de notas defensivas, a administração apresente providências reais, cronograma de obras e comprovação objetiva das intervenções alegadas.

Mônica Macêdo Sobral Maciel Silva
Partido Progressista – PP – Vereadora

LEIA TAMBÉM: Direção da Câmara Municipal de Laranjeiras emite nota de esclarecimento

BANNER DE FEVEIRO DE 2026

Banner do Patrocinador

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Política de Privacidade