InícioGeralRuston rebate Mônica Sobral e apresenta esclarecimentos sobre Lambe-Sujos e Caboclinhos
Ruston rebate Mônica Sobral e apresenta esclarecimentos sobre Lambe-Sujos e Caboclinhos
Na Câmara de Laranjeiras, vereador defende autonomia da comissão, explica participação de brincantes e destaca importância do apoio da Prefeitura à manifestação cultural.
O vereador Ruston utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Laranjeiras, na sessão de 15 de outubro, para responder aos questionamentos apresentados pela vereadora Mônica Sobral sobre a organização da festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos. Durante o pronunciamento, abordou a preservação da tradição, a atuação da comissão interna, a participação de autoridades e o apoio da Prefeitura à realização do evento.
Com uma trajetória ligada à manifestação, o parlamentar defendeu que a festa pertence ao povo de Laranjeiras e que sua continuidade não está condicionada à presença de uma pessoa específica no comando dos grupos.
“A brincadeira é do município, a brincadeira não é minha, não é sua, não é de ninguém”, afirmou.
Tradição e organização dos grupos
Ao responder às críticas sobre a originalidade da manifestação, Ruston sustentou que a tradição pode ser preservada com diferentes brincantes, desde que haja responsabilidade na condução dos personagens e respeito à história cultural do município.
Sobre as vestimentas dos Caboclinhos, reconheceu que houve alterações nos últimos anos, mas afirmou que a organização promoveu ajustes na edição deste ano para recuperar características tradicionais. Também defendeu a realização do primeiro fórum dedicado à manifestação como uma oportunidade de discussão e valorização cultural.
O vereador esclareceu ainda que, segundo seu relato, Neninho solicitou afastamento por um ano por motivos particulares e não foi expulso do grupo.
Participação do prefeito e arrecadação para a feijoada
Outro ponto do pronunciamento foi a participação do prefeito Juca de Bala e de seu filho no tradicional esmolado, arrecadação de contribuições para a feijoada dos brincantes.
Ruston afirmou que ambos estavam caracterizados como os demais participantes e defendeu o direito de integrarem a manifestação como cidadãos laranjeirenses.
“Será que eles não podem participar da festa como cidadãos laranjeirenses?”, questionou.
De acordo com o parlamentar, a presença dos dois não descaracterizou a arrecadação tradicional, que também contou com participantes representando os Lambe-Sujos e os Caboclinhos.
Esclarecimentos sobre a feijoada e os instrumentos
Na tribuna, Ruston relatou dificuldades para conseguir um espaço destinado ao preparo da feijoada. Segundo ele, após um impedimento no local inicialmente previsto, outro estabelecimento de ensino disponibilizou suas instalações.
O vereador afirmou que a refeição foi servida na barraca dos Lambe-Sujos, prática que, conforme sua experiência na manifestação, corresponde à tradição do grupo.
Também apresentou sua versão sobre a guarda dos instrumentos e a formação da comissão interna. Segundo Ruston, a comissão já existia em períodos anteriores, participando das decisões sobre a organização da brincadeira.
Ao ser questionado por outro parlamentar sobre um instrumento com fotografia do filho do prefeito, respondeu que o objeto seria “provavelmente particular”. Acrescentou que muitos brincantes utilizam instrumentos adquiridos com recursos próprios, sem confirmar a propriedade do item mencionado.
Autonomia da comissão e apoio da Prefeitura
Ruston destacou que a autonomia da comissão para conduzir os assuntos internos é compatível com o apoio do poder público. Segundo ele, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, oferece estrutura necessária à realização da festa.
“Uma coisa é a organização interna dos personagens, dos brincantes. Outra coisa é a estrutura pública necessária para que a manifestação aconteça”, declarou.
Na avaliação do vereador, a dimensão do evento exige parcerias, e o suporte público deve continuar independentemente de quem esteja à frente dos grupos.
O parlamentar também mencionou, durante a leitura de um dispositivo da legislação municipal, a elaboração do plano de execução do evento pela comissão interna, com auxílio do Conselho Municipal de Cultura, para apresentação à Secretaria Municipal de Cultura.
Versão sobre Zé Rolinha e defesa do esclarecimento
Ao tratar das divergências com José Ronaldo, conhecido como Zé Rolinha, Ruston negou que ele tenha sido expulso. Segundo o vereador, integrantes da organização fizeram tentativas de diálogo para que voltasse a participar da manifestação.
O parlamentar também apresentou sua versão sobre os conflitos na condução do grupo e mencionou uma intervenção judicial relacionada à realização de outra brincadeira na mesma data. Esses pontos foram relatados por Ruston durante o discurso.
Ao defender a busca por informações sobre questões envolvendo a organização, ressaltou que pedir esclarecimentos não significa antecipar uma condenação.
“Apurar não é condenar. Pedir esclarecimento não é declarar culpado”, afirmou.
No encerramento, Ruston pediu desculpas por eventuais excessos no tom e reafirmou seu compromisso com a preservação da manifestação e com o reconhecimento do trabalho coletivo dos participantes.
Assista ao vídeo completo abaixo e acompanhe todos os esclarecimentos apresentados pelo vereador Ruston na Câmara Municipal de Laranjeiras.
Da Redação do RS NOTÍCIA


