Estado de Sergipe confirma participação em programa que prevê subsídio ao diesel importado por dois meses para conter alta dos combustíveis.
Sergipe confirmou adesão à proposta do Governo Federal que prevê a concessão de subsídio ao diesel importado como forma de conter a alta dos combustíveis no país. O anúncio foi feito pelo governador Fábio Mitidieri na última terça-feira (31), por meio das redes sociais.
A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da elevação dos preços do diesel, considerada estratégica para a economia e para o custo de vida da população. A proposta estabelece um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com vigência inicial de dois meses.
Como funcionará o subsídio ao diesel
O custo do subsídio será dividido entre o Governo Federal e os estados. Cada parte será responsável por R$ 0,60 por litro, garantindo equilíbrio na divisão dos encargos fiscais.
Além disso, a União deverá compensar parcialmente as perdas de arrecadação dos estados decorrentes da isenção temporária do ICMS sobre o diesel importado. A medida busca viabilizar a adesão dos estados sem comprometer suas receitas.
Sergipe destaca impacto positivo da medida
De acordo com o governador Fábio Mitidieri, a participação do estado no programa é fundamental para assegurar o abastecimento e reduzir os impactos econômicos para a população.
Segundo ele, trata-se de uma ação emergencial:
“Uma medida excepcional e temporária, que traz mais previsibilidade, estabilidade e segurança ao mercado.”
Adesão nacional já ultrapassa 20 estados
Até o momento, mais de 20 estados já sinalizaram adesão à proposta federal. Entre eles estão:
- Acre
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Espírito Santo
- Minas Gerais
- Sergipe
A ampla adesão reforça o caráter nacional da iniciativa e a preocupação conjunta dos governos em conter os efeitos da alta dos combustíveis.
Contexto internacional pressiona preços
A medida surge em um cenário de instabilidade internacional, agravado pela escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente após a guerra envolvendo Estados Unidos e Irã. O conflito tem impactado diretamente o mercado global de petróleo, refletindo nos preços internos.
A previsão é que o subsídio permaneça em vigor até maio, período considerado crítico para a estabilização do mercado.



