InícioLaranjeirasPó de cimento cobre casas em Laranjeiras e vereadores cobram fiscalização rigorosa...
Pó de cimento cobre casas em Laranjeiras e vereadores cobram fiscalização rigorosa da Cimesa
Moradores do bairro Machado e de outras localidades relatam sujeira e problemas respiratórios; parlamentares apontam possível falha no sistema de filtragem da fábrica e pedem providências aos órgãos ambientais.
Uma densa camada de pó de cimento atingiu ruas, telhados e residências do bairro Machado e de outras localidades de Laranjeiras no último domingo (9), provocando transtornos, preocupação e indignação entre os moradores.
O episódio repercutiu na sessão da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (11). Durante os pronunciamentos na tribuna, vereadores cobraram fiscalização mais rigorosa, apuração das causas e providências urgentes por parte dos órgãos ambientais e demais autoridades competentes.
Vereadores apontam possível falha nos filtros
Segundo os relatos apresentados durante a sessão, a dispersão de resíduos no ar pode ter sido provocada por uma falha no sistema de filtragem da Cimesa. A hipótese, entretanto, ainda precisa ser confirmada por meio de inspeção técnica dos órgãos responsáveis.
Os parlamentares demonstraram preocupação com os possíveis efeitos do material sobre a saúde e a qualidade de vida da população, principalmente das famílias que residem nas áreas mais próximas à fábrica.
Diante da recorrência das reclamações, a Câmara voltou a defender uma atuação mais efetiva da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), do Ministério Público e das demais autoridades competentes.
Para os vereadores, é necessário verificar o funcionamento dos equipamentos de controle ambiental, identificar a origem da emissão e, caso sejam constatadas irregularidades, exigir a adoção imediata das medidas previstas na legislação.
Vereador JJ cobra medidas ambientais
Ao abordar o assunto na tribuna, o vereador José Carlos JJ afirmou que o problema já havia sido discutido anteriormente pela Câmara e lembrou que parlamentares chegaram a visitar as instalações da empresa.
“Há algum tempo, discutimos este assunto nesta Casa, fizemos visita à fábrica, fomos enganados e o problema não foi resolvido. Enquanto isso, a população sofre as consequências. Não queremos a saída da empresa, mas que ela tome os cuidados ambientais necessários para reduzir os danos à saúde”, declarou o vereador.
A manifestação reforçou que a cobrança dos parlamentares não é pelo encerramento das atividades da fábrica, mas pelo cumprimento das obrigações ambientais e pela implantação de medidas capazes de impedir que os resíduos atinjam as comunidades.
Moradores relatam sujeira e dificuldades respiratórias
As reclamações relacionadas à poluição não começaram agora. Há algum tempo, moradores relatam acúmulo de pó nas áreas internas e externas das casas, sujeira constante e dificuldades respiratórias.
Também existe preocupação com os possíveis efeitos da exposição prolongada ao material e com os impactos sobre a qualidade do ar no município. As famílias pedem que sejam realizadas inspeções técnicas e que os resultados sejam divulgados com transparência.
Os moradores também cobram ações preventivas para evitar que novos episódios ocorram, além do acompanhamento das condições ambientais e sanitárias das localidades afetadas.
Câmara pede responsabilização em caso de irregularidade
Os vereadores defenderam que a fiscalização seja ampliada e produza respostas concretas para a população. Entre as medidas esperadas estão a inspeção dos filtros e equipamentos da fábrica, a análise do material dispersado e a avaliação da qualidade do ar.
Caso seja comprovado descumprimento da legislação ambiental, os parlamentares cobram a responsabilização da empresa e a execução de ações corretivas imediatas.
O episódio mantém em evidência o debate sobre a necessidade de conciliar a atividade industrial e a geração de empregos com a proteção da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida dos moradores de Laranjeiras.
Até a conclusão desta matéria, não havia sido apresentada no conteúdo encaminhado ao RS NOTÍCIA uma manifestação da Cimesa sobre o episódio. O espaço permanece aberto para os esclarecimentos da empresa e dos órgãos fiscalizadores citados.
Da Redação do RS NOTÍCIA com informações da TDantas Comunicação/ASCOM CML


