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quarta-feira, fevereiro 11, 2026
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Entenda as novas regras do Pix e como pedir devolução em caso de golpe

Atualização do Mecanismo Especial de Devolução do pix permite rastrear o dinheiro entre contas e agilizar a recuperação de valores em casos de fraude.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central do Brasil (BC). As mudanças têm como principal objetivo aumentar a proteção dos usuários e agilizar a devolução de valores transferidos de forma indevida, especialmente em casos de golpes e fraudes.

A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a operar em uma nova versão, permitindo o rastreamento mais eficiente do caminho do dinheiro, mesmo quando os valores são rapidamente transferidos entre diferentes contas — prática comum em crimes financeiros.

Rastreamento e bloqueio mais rápidos

Com as novas regras, o sistema do Pix passa a acompanhar transferências sucessivas, não se limitando mais à conta que recebeu inicialmente o valor. Além disso, contas suspeitas de envolvimento em fraudes poderão ser bloqueadas de forma preventiva, antes mesmo da conclusão da análise do caso.

Segundo o Banco Central, a expectativa é que as mudanças aumentem significativamente a taxa de recuperação dos valores desviados. Especialistas do setor financeiro estimam que as novas medidas possam reduzir em até 40% os golpes considerados bem-sucedidos.

Outra frente importante é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além da ampliação do autoatendimento nos aplicativos, o que torna o processo de contestação mais simples e rápido para o usuário.

Quando o MED pode ser usado

O Banco Central esclarece que o MED só pode ser acionado em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional da instituição financeira. A ferramenta não se aplica a transferências realizadas para destinatários errados por erro de digitação do próprio usuário.

Desde outubro do ano passado, o BC já havia determinado que todas as instituições financeiras disponibilizassem o MED por meio de um botão de contestação nos aplicativos, preparando o sistema para a entrada em vigor das novas regras.

O que muda com as novas regras do Pix

  • MED passa a ser obrigatório: todas as instituições que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução;

  • Rastreamento do dinheiro entre contas: o sistema acompanha transferências para contas intermediárias;

  • Bloqueio automático de contas suspeitas: bloqueio pode ocorrer antes do fim da análise;

  • Prazo menor para devolução: valores podem ser recuperados em até 11 dias após a contestação;

  • Compartilhamento de informações: instituições passam a trocar dados sobre o trajeto do dinheiro;

  • Autoatendimento: contestação pode ser feita diretamente pelo aplicativo do banco.

O que o correntista deve fazer em caso de golpe

  • Contestar a transação o mais rápido possível pelos canais oficiais do banco;

  • A instituição de origem comunica a recebedora em até 30 minutos;

  • Os recursos são bloqueados na conta suspeita;

  • As instituições analisam o caso;

  • Se confirmada a fraude, o valor é devolvido ao cliente;

  • Caso não haja indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

Criado em 2021, o Mecanismo Especial de Devolução é considerado um dos principais pilares de segurança do Pix. Com as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas para crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Da Redação do RS NOTÍCIA

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